sexta-feira, 8 de março de 2013

Clube de Cinema da UTFPR

Olá, gostaria de convidá-los para participar do Clube de Cinema da UTFPR.
O "Hoje tem cinema" está no quinto ano de existência.
O tema deste ano será: "O lugar onde o filme acontece", abordando cenografia, direção de arte, entre outros temas.

Estréia de 2013: dia 12 de março, terça-feira, às 18h30, no Miniauditório.
Filme: Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City), EUA, 2005
Direção: Robert Rodriguez, Frank Miller, Quentin Tarantino
Duração: 126 minutos

Entrada franca, aberto à comunidade interna e externa.
Após a exibição do filme, haverá um bate-papo para os interessados.



Agradeço se puder ajudar a divulgar entre seus amigos, colegas e alunos!

Lamentável

Gostaria de fazer um pequeno comentário, sobre a nossa desvalorização como professores.
Ah isso não é novidade eu sei, mas vale para destacar minha irritação sobre o fato.
Passei na seleção do Sareh (aquele atendimento de professores em hospitais), qual não fou minha descepção ao saber que teria que dar aulas de física, química, biologia e matemática (tudo bem, estava no edital); que iria trabalhar com pessoas que poderiam estar nos mais diferentes tratamentos (isso também estava no contexto do trabalho). O que não estava nas entre linhas é que o professor não recebe nada a mais por isso. Trabalha por quatro ganha por um, é uma promoção ao contrário!
Falando com outros professores que já estão trabalhando em hospitais, também descobri que alguns hospitais, querem que você trabalhe muito mais, exigem cursos de capacitação, não tem a folga da semana (na verdade apenas 1 dos 7 dá o dia de folga, os outros adequam o horário para que você trabalhe a semana inteira). E a insalubridade? Pois é o governo admite que exite a necessidade de implantar, mas até agora ... Talvez há única vantagem seja, trabalhar e levar estas aulas como extraordinárias.
Por isso desisti, aliás na fila do exame médico, outros estavam pensando em fazer o mesmo.
Por outro lado, existe para quem se interessar, a possibilidade de dar aulas para alunos em tratamento na própria casa do aluno. Esse atendimento especial entra como hora extraordinária, para cada aluno são 4h semanais + 1h na escola. A vantagem é que a escola fornece o material para o professor. Acabei pegando 2 alunos, vou conseguir fazer o que queria, trabalhar com educação especial e ainda estar ligado ao Sareh, lamentável é que o governo não reconhece nosso trabalho.
Ps. Cada núcleo tem uma lista com os alunos nesta situação, só precisa se cadastrar e escolher o aluno dentro das suas possibilidades de horário. Funciona da mesma maneira 1 professor para uma determinada área, em exatas seriam física, química, biologia e matemática - no E.M. Se informe no núcleo.

Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas

Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas
Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas: Uma pequena molécula atingiu um índice de cura de 100% da negligenciada Doença de Chagas em cobaias.
Rhodnius prolixus, o barbeiro da Doença de Chagas, que recentemente começou a se alastrar pelo sul dos EUA.[Imagem: Wikipedia]

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um cometa misterioso cruza os céus do país

RIO- O primeiro de dois cometas a serem avistados no céu do país este ano já pode ser observado a olho nu. No horário do pôr-do-sol, por volta das 18h, basta olhar à direita da estrela, buscando por um ponto luminoso, algo como uma estrela um pouco mais brilhante. Trata-se do cometa PanSTARRS, em sua visita única ao planeta Terra, direto dos confins do Sistema Solar. Uma espécie de aperitivo antes da chegada do ISON, em novembro, que será visível como uma lua cheia.

O cometa PanSTARRS. A imagem captada na Nova Zelândia mostra o astro em momento de maior aproximação da Terra, em sua primeira e única passagem
Foto: AP
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/um-cometa-misterioso-cruza-os-ceus-do-pais-7752152#ixzz2MqtwULmq
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Experimentos abrem caminho para impressão de órgãos em 3D

BÉLGICA - As impressoras 3D se tornaram uma nova arma de trabalho. Após impressões bem sucedidas utilizando células-tronco humanas, realizadas por cientistas da Universidade Heriot-Watt, na Escócia, os pesquisadores esperam que, agora, possam imprimir órgãos humanos em 3D.

Modelo em 3D mostra um complexo caso de anaplastologia — arte de restaurar estruturas corporais ausentes ou mal formadas
Foto: YVES HERMAN / REUTERS

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/experimentos-abrem-caminho-para-impressao-de-orgaos-em-3d-7762816#ixzz2MqtJkKKL
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quarta-feira, 6 de março de 2013

Professores fazem protestos nos núcleos de educação no Paraná - Ensino - Gazeta do Povo

Professores fazem protestos nos núcleos de educação no Paraná - Ensino - Gazeta do Povo

Grupo terapêutico com crianças tem resultados positivos

A participação de crianças com questões psíquicas, como Distúrbios Globais do Desenvolvimento, em grupos terapêuticos pode produzir resultados benéficos sobre suas condições, em função dos efeitos que os próprios participantes produzem uns nos outros. “As crianças, em grupo, identificam-se umas com as outras. É uma situação que não se tem no atendimento individual”, esclarece a psicóloga Carolina Cardoso Tiussi, autora da dissertação de mestrado Grupo em educação terapêutica com crianças: alcance e limites de um dispositivo, desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP.
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terça-feira, 5 de março de 2013

​CÉLULAS E MOLÉCULAS NA RESPOSTA IMUNOLÓGICA


Inscrições de 4 de fevereiro a 6 de março de 2013

Inscrições Abertas
Mais informações

100% ONLINE
Curso: Células e Moléculas na Resposta Imunogenética

Coordenação: Prof. Daniel Augusto Gonçalves Tavares
Doutor em Biologia (UERJ/2009), Mestre em Biologia (UERJ/2002) e Licenciado em Ciencias Biologicas (UERJ/2000). Tem experiência nas áreas de Genética, Imunologia, e Parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: seleção genética, tolerancia oral, supressão bystander, Leishmania amazonensis, vacinação e inflamação.

Co-coordenação: Prof. Dr. Luís Cristóvão de Moraes Sobrino Porto. Professor Titular do Departamento de Histologia e Embriologia – IBRAG/UERJ; Especialista em Imunogenética pela Associação Brasileira de Histocompatibilidade Coordenador do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação – HLA do DHE/IBRAG/UERJ.

Carga Horária: 30 horas
Período de realização: 12 de março de 2013 a 25 de abril de 2013

Valores:
Estudantes de graduação: R$ 120,00
Estudantes de Pós-graduação: R$ 150,00
Profissionais: R$200,00

Informações:

Telefones: (21) 2334-2421 (Simone)
E-mail: hlauerj.ensino@gmail.com

Conteúdo Programático:

• Elementos da resposta imune. Distribuição dos tecidos e órgãos   linfóides;
• Imunidade inata;
• Sistema complemento: vias de ativação e regulação; atividades    biológicas;
• Princípios da Imunidade adaptativa;
• Estrutura dos anticorpos e mecanismos de reconhecimento e efetores I;
• Estrutura dos anticorpos e mecanismos de reconhecimento e efetores II;
• Desenvolvimento dos linfócitos T;
• Receptor de Célula T e Complexo Principal de Histocompatibilidade;
• Células apresentadoras, processamento e apresentação de peptídeos;
• Ativação de linfócitos T (CD4 e CD8); função efetora de linfócitos T;
• Células NK;
• Desenvolvimento dos linfócitos B;
• Genética das imunoglobulinas;
• Ativação de linfócitos B e produção de anticorpos;
• Organização do Sistema Imune nas Mucosas;
• Tolerância Imunológica;
• Tolerância Oral;
• Imunidade nas infecções;
• Imunidade em tumores;
• Imunidade: síndromes de imunodeficiência;
• Reações de Hipersensibilidade;
• Doenças auto-imunes;

Metodologia: Aulas teóricas expositivas ministradas por profissionais do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação – HLA da UERJ e por docentes convidados

Cura funcional de bebê cria esperança de geração sem AIDS

Cura funcional de bebê cria esperança de geração sem AIDS: A ONU comemorou a notícia de que uma criança de 2 anos pode ter sido completamente curada do vírus HIV nos Estados Unidos.

Unesco recomenda o uso de celulares como ferramenta de aprendizado



PORVIR - IG ÚLTIMO SEGUNDO -03/03/2013 - SÃO PAULO, SP

A Unesco publicou um guia com 10 recomendações para governos implantarem políticas públicas que utilizem celulares como recurso nas salas de aula. O guia, apresentado em Paris na semana passada durante a Mobile Learning Week, traz ainda 13 bons motivos para ter esse aliado na educação.
“Cada país está em um nível diferente no uso das tecnologias móveis em sala de aula. Por isso, é importante que cada um use o guia adaptado às suas necessidades locais”, diz Steve Vosloo, coordenador do projeto. O especialista conta que a ideia de lançar essas recomendações surgiu a partir da constatação de que, mesmo considerando o uso das tecnologias em sala de aula algo pedagogicamente importante, muitos governos não sabiam por onde começar.
Para ele, a questão do acesso já está avançada e o problema agora é dar significado a esse uso. Especialistas da Unesco espalhados pelo mundo começaram a elaborar um guia com orientações que servissem a qualquer governo, independentemente do grau de maturidade que o país estivesse nesse debate.
O documento começa com uma orientação que parece simples: ter políticas que incentivem o uso das tecnologias móveis em sala de aula. Isso pode querer dizer tanto criar políticas da estaca zero ou ainda atualizar políticas que foram criadas no momento em que as tecnologias móveis ainda não eram tão acessíveis. “As diretrizes políticas relacionadas ao aprendizado móvel que forem criadas devem estar em harmonia com as que já existirem no campo das TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação)”, afirma a Unesco no documento.
Na sequência, o guia traz à luz a necessidade de se treinar professores e de fazer isso com o uso de tecnologias móveis, para que eles também se apropriem dessas ferramenta na vida deles.“No Brasil, os professores têm certa resistência em incorporar novas tecnologias. A sala de aula ainda é o lugar de desligar o celular”, afirma Rebeca Otero, coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, que avalia que parte disso se deve ao fato de o professor ainda não estar completamente familiarizado com essas ferramentas. “Isso faz com que muitas oportunidades educacionais se percam, especialmente no ensino médio, época em que o aluno já está ligado e nas redes.”
Outras recomendações presentes no documento dizem respeito à criação de conteúdo adequado e à promoção do uso seguro e saudável das tecnologias. Com essas orientações, acredita a Unesco, os governos estarão mais próximos de usufruir dos benefícios do aprendizado móvel, dentre eles ampliar o alcance e a equidade da educação e facilitar o aprendizado personalizado.
Confira, a seguir as 10 recomendações e os 13 bons motivos para se usar tecnologias móveis em sala de aula:
10 recomendações aos governos:
- Criar ou atualizar políticas ligadas ao aprendizado móvel?
- Conscientizar sobre sua importância
- Expandir e melhorar opções de conexão
- Ter acesso igualitário
- Garantir equidade de gênero
- Criar e otimizar conteúdo educacional
- Treinar professores
- Capacitar educadores usando tecnologias móveis
- Promover o uso seguro, saudável e responsável de tecnologias móveis
- Usar tecnologia para melhorar a comunicação e a gestão educacional
13 motivos para tornar o celular ferramenta pedagógica:
- Amplia o alcance e a equidade em educação
- Melhora a educação em áreas de conflito ou que sofreram desastres naturais
- Assiste alunos com deficiência
- Otimiza o tempo na sala de aula
- Permite que se aprenda em qualquer hora e lugar
- Constroi novas comunidades de aprendizado
- Dá suporte a aprendizagem in loco
- Aproxima o aprendizado formal do informal
- Provê avaliação e feedback imediatos
- Facilita o aprendizado personalizado
- Melhora a aprendizagem contínua
- Melhora a comunicação
- Maximiza a relação custo-benefício da educação

Google abre inscrições para feira de ciências



VINÍCIUS BOPPRÊ, DO PORTAL PORVIR - O ESTADO DE SÃO PAULO - 01/03/2013 - SÃO PAULO, SP

Se você é um daqueles que adora participar das feiras de ciência na escola, mas, ao contrário do que gostaria, os projetos sempre se resumem a algumas cartolinas na parede e textos decorados para explicar aos familiares, talvez esse seja o momento de colocar aquela grande ideia em prática. A terceira edição da Google Science Fair quer encontrar os jovens mais brilhantes e revolucionários do mundo, com idades entre 13 e 18 anos, que tenham um método científico capaz de solucionar algum problema global. Brasileiros são muito bem-vindos.
Para participar, o estudante terá que criar uma conta do Google e enviar o seu projeto– que poderá ser escrito em 13 idiomas, inclusive português – pelo site até o dia 30 de abril, data limite das inscrições. Em junho, serão selecionados os 90 finalistas, sendo 30 das Américas, 30 da Ásia e do Pacífico e 30 da Europa, Oriente Médio e África. No dia 23 de setembro, os 15 melhores projetos serão levados para a sede do Google, em Mountain View, Califórnia, onde passarão por um painel de juízes internacionais que escolherão o vencedor.
O estudante que, segundo o júri, tiver desenvolvido o melhor entre todos os projetos, receberá como prêmio uma bolsa de US$ 50 mil do Google; uma viagem para as Ilhas Galápagos com expedições da National Geographic; experiências de trabalho no Cern, no Google ou no Grupo Lego, além de conquistar, para sua escola, US$ 10 mil e acesso aos arquivos digitais da Scientific American por um ano. Assista ao vídeo feito pelo Google que convoca futuros cientistas que querem mudar o mundo.
No site da competição, o aluno tem acesso a informações que podem ajudar no desenvolvimento de seu projeto, como material sobre método científico e análise de resultados, exemplos de organizações e instituições que podem ser úteis durante a pesquisa, além de dicas. Também é possível participar de um fórum de discussões no Google+, ambiente virtual em que inscritos de todo o mundo podem compartilhar experiências. Para inspirar os novos cientistas, a plataforma disponibiliza ainda os vídeos e pesquisas dos vencedores dos anos interiores.
Nas duas primeiras edições da Google Science Fair, milhares de estudantes de mais de 90 países apresentaram projetos de pesquisa que abordam algum dos problemas mais difíceis que enfrentamos hoje. Entre eles está Brittany, uma garota de 17 anos, que ganhou o grande prêmio por seu projeto que buscava construir um aplicativo para prevenção do câncer de mama. E Jonah Kohn, de apenas 14 anos, foi premiado por inventar um dispositivo que melhora a experiência de ouvir música para pessoas com deficiência auditiva, transmitindo os sons diretamente para o corpo humano, através do contato por vibrações.

segunda-feira, 4 de março de 2013

História da ciência: produção da bomba atômica e ensino de história


Introdução e Contextualização

A História da Ciência tem importância fundamental nas aulas de História, principalmente por privilegiar o processo de construção do conhecimento. As análises dos historiadores que assim agem atentam ao que há de social em seus estudos, ou seja, buscam saber como determinada sociedade se dá conta ou não da existência de algo que altera sua forma de ser. É o caso da Segunda Guerra Mundial, pela qual Hiroshima e Nagasaki tiveram seus destinos mudados para sempre, o que se repercutiu não somente no Japão, mas no mundo.
Os livros didáticos nem sempre oferecem suporte para uma História da Ciência. Nas raras vezes em que isso ocorre, exaltam biografias e ocorrências isoladas. Ao se referirem à bomba atômica, por exemplo, dão a impressão de que é um fato consumado, ocorreu entre povos distantes, de que a ciência é neutra, portanto, os estudantes não precisam nem sequer perguntar, por exemplo, sobre as possibilidades de o Brasil sofrer um ataque atômico.

Ao priorizar a História da Ciência nas aulas de História, o professor muda de postura. Em vez de conduzir a aula por relatos lineares e continuados somente, transmitirá aos alunos que o trabalho científico é instigante por poder garantir discussões e debates sobre as rupturas existentes nas bases dos conceitos científicos. Em outras palavras, ministrará aulas de História na busca do entendimento de como aquele conceito que virou saber foi construído.
Retrospectiva da História da Ciência – e das Tecnologias
A História das Ciências, que caminha juntamente com a História das Tecnologias, tem aproximadamente dois séculos de vida. Conforme Figueiroa (2010), além de nem sempre ter se unido à disciplina de História, a natureza de ambas é discutida há algumas décadas. Como resultado, há diversas versões da História da Ciência, e também da Historia, o que leva a alguns embates na prática, requerendo do professor informação de quais são as linhas gerais referentes à História da Ciência e da Tecnologia.
Antes da Bomba Atômica
Sabe-se que a História da Ciência teve origem da própria Ciência moderna, que tinha como forma histórica os entendimentos e explicações dos fenômenos da natureza, construída entre os séculos XVI e XVIII e que se firmou no século XIX.

São inumeráveis os autores que indicam a ocorrência do início da Ciência moderna, aproximadamente no século XV, período de grandes descobertas e redescobertas da cultura clássica e de outras diversas. Uma das primeiras versões da história da Ciência apresenta-se como uma justificativa da formação da Ciência, caracterizando-se como debate. Ela vai terminar entre os séculos XVIII e XIX, pois, conforme Alfonso-Goldfarb (2004), nessa época começa a se formar um único perfil da Ciência, mas a palavra Ciência só é criada no século XIX, significando conhecimento em geral. Como dito antes, seus especialistas são os cientistas.

A partir do século XX, a Ciência passa a ter grande expressão no mundo. No entanto vive um longo período de tempo sendo a-histórica, uma vez que se mostra ávida de buscar precursores geniais, cuja visão de mundo esteja à frente do seu tempo, uma história linear que se distancia de sua própria história. Além disso, diz Figueiroa (2010), Ciência e Tecnologia são colocadas acima dos demais saberes, a partir do Iluminismo.

No entanto, esse enfoque muda a partir da II Guerra Mundial, devido à produção da bomba atômica e invenção de armas com tecnologias sempre mais apuradas e mortíferas. E Alfonso-Goldfarb (2004) cita o trabalho sobre a História da Ciência, A estrutura das revoluções científicas (1962), no qual Kuhn estimula as outras disciplinas a tomarem a Ciência como tema, o que leva ao redescobrimento da própria Ciência, inclusive no Brasil. Populariza termos como paradigma e mudança de paradigma
Processos e Saberes na Construção da Bomba Atômica
“Meu Deus o que fizemos?” (Robert Lewis, copiloto do enoja Gay, 1945).
Na história da humanidade sempre existiram disputas sobre uma nova tecnologia. Não foi diferente com a produção da bomba atômica. Albert Einstein dissera a Roosevelt, após receber o Nobel de Física de 1921, que deveria ficar atento e acelerar as pesquisas, antes que os outros o fizessem.

Mediante o texto Ciência mortal: explosão de laboratório, de Lama (2004), conta-se como o grupo que produziu a bomba atômica permanece isolado no deserto, controlado pelo governo americano na realização do Projeto Manhattan.

No processo de construção da bomba os cientistas passaram a ter dúvidas de fundo moral. Conforme Lama (2004), o poder político e econômico não valorizou seus questionamentos, e o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, determinou que a bomba atômica fosse lançada no Japão. As informações são desencontradas, mas, segundo a Folha de São Paulo On-line (2005),
[...] Só em Hiroshima morreram, em 1945, 140 mil pessoas devido à bomba. Até 2005, foram somadas outras 5.375, reconhecidas como vítimas da destruição nuclear na cidade. Desta forma, o número oficial de mortos pelo ataque atômico já chega a 242.437.
Em Nagasaki, o número de vítimas fatais é de cerca de 135 mil.
Diversos acordos foram realizados entre os países. Por último, o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) permite testes com armas nucleares, somente em simulações. Desde 1996 o tratado espera ser ratificado para entrar em vigor. De acordo com o jornal Folha de São Paulo (2013), a Coreia do Norte assinou, mas não se comprometeu a cumprir o documento. No dia 12 de fevereiro de 2013 o mundo se surpreendeu com a prática de um teste nuclear na Coreia do Norte, a terceira e mais agressiva experiência atômica realizada pelo país, um desafio para a comunidade internacional.

Poderíamos questionar: O que há de comum desse ato com a explosão de uma bomba atômica utilizada como teste durante a Segunda Guerra Mundial, no laboratório nacional de Los Alamos, no Novo México, mostrado no filme O início do Fim, de Rolland Joffé (1989)? De novo, o processo de produção da bomba atômica envolve disputas políticas, econômicas, de ataques e defesas de espaços históricos e geográficos.

A partir da Segunda Guerra Mundial houve melhora da Ciência e seu ensino, interdisciplinarmente, dando origem a Congressos Internacionais de Ciência, com temas, inclusive, envolvendo países antes considerados “sem ciência” (América Latina, partes da Ásia e África). No entanto, é necessário que a educação científica dos indivíduos seja melhorada para tornar possível a prática da cidadania.

Levando em consideração a importância do contexto de produção da Ciência, sabe-se que muitas vezes as verdades científicas resultam de negociações, acordos, relações de poder. É preciso atentar para o fato de que há uma imagem pública da ciência que se confunde com a ideologia da ciência, diz Figueiroa (2010).

Por outro lado, o enfoque da História da Ciência continua se modificando, ou seja, passa a depender de contextos históricos mais amplos. Em conclusão, é necessário reforçar as discussões interdisciplinares de temas de História e Ciência com reflexos na comunidade e no país como forma do público se apropriar da Ciência e abrir caminhos para a participação democrática na sociedade.

Jorge Antonio de Queiroz e Silva
Historiador, palestrante e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná

Por que nosso corpo armazena gordura quando comemos à noite?

Por que nosso corpo armazena gordura quando comemos à noite?Por que nosso corpo armazena gordura quando comemos à noite?: Cientistas estabeleceram uma relação causal em toda a cadeia de eventos que vai desde o comer fora de hora até o acúmulo de gordura no organismo.
A glicose é convertida em gordura principalmente durante a fase inativa, e usada como energia e para a construção de outros tecidos durante a fase de alta atividade.[Imagem: Vanderbilt University/iStock]